Saboreando



Eu não era lá muito adepto do mundo virtual e nunca havia pensado em ter um blog, mas aqui está. Sou repórter e redator, trabalhei muito com cinema na imprensa, moro em São Paulo e adoro essa cidade. A vida urbana me atrai muito (sorte minha) e faço parte desse caos todo aqui, mas até que sou bem tranqüilo (já fui menos). Acredito que todo dia tem que ter pelo menos um momento, por menor que seja, especial. Pra isso, é necessário saber enxergá-lo no meio da correria de sempre.



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- Liliane Prata
- Taxitramas
- Camila Bianchi - Divagando
- Olivia de Perto (com sua bela voz)
- Daniele em Londres - vida nova (e mais que interessante) no Velho Mundo







A linguagem das mãos

Sábado passado foi o último dia de meu curso de libras, a linguagem brasileira de sinais dos surdos, com uma professora surda. Uma parte era a exibição de Filhos do Silêncio, filme com William Hurt. Após o filme, é claro havia mais aula. Antes do fim, porém, a intérprete da professora teve que sair. Fiquei surpreso com minha reação, mesmo que por alguns segundos apenas: ao vê-la sair, senti-me desamparado, como que sozinho em uma terra estrangeira de língua estranha. Indefeso mesmo! Mas logo me lembrei de que estávamos no fim do curso e fui um aluno razoável. Eu tinha que me garantir! E deu certo. No ônibus da faculdade, voltando para casa, estava a Aline, uma graça de pessoa e uma das melhores alunas do curso de administração, pelo que eu soube. Ela é surda e está me dando dicas preciosas em libras. Acabei aprendendo mais com ela que nas aulas. Fui mais ou menos uma espécie de intérprete (claro que segundo meus parcos conhecimentos) entre ela e outra amiga minha, ouvinte, não iniciada. Assim como um estrangeiro sozinho em país estranho, a necessidade acelera o aprendizado da língua! Não pensem que é fácil...

 

 

Antes que perguntem: entrei no curso para me comunicar com os colegas surdos da faculdade sem a necessidade de intérpretes. Acredito que, nessa conversa toda de inclusão, o caminho tem mão dupla. Eles se esforçam para ter uma vida normal, mas temos que saber recebê-los e, na medida do possível, entendê-los.

-Saboreado por: mc às 15h50
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Esses dias que só têm 24 horas...

Falando em tempo, tem sido bastante raro. Outro dia bateu uma daquelas fomes cavalares de fim de noite e descobri o armário da cozinha completamente vazio. A geladeira, idem... Tenho estado tão ocupado que nem me lembro qual a última vez em que estive no supermercado... Só comendo na rua, quando e onde consigo. A correspondência fica mais de uma semana empilhada, esperando alguns minutinhos para ser aberta. Acho que alguém tá precisando de férias, pelo menos da faculdade .

-Saboreado por: mc às 15h49
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Ando bastante sem tempo entre trabalho, faculdade (com imensos trabalhos para entregar) e tudo mais. Portanto, desculpas por não postar todos os dias. Mas isso voltará ao normal em algum tempo.

-Saboreado por: mc às 15h43
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Almoço de ontem

Meu horário de almoço ontem foi:

Inusitado

Diferente

Agradável

Misterioso

Interessante

Engraçado (rsrsrs)

Intrigante

Surpreendente e...

 

Maravilhoso!

 

O resto fica a cargo da imaginação de vocês!



-Saboreado por: mc às 14h03
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É engraçado como às vezes nos sentimos feridos justamente pelas pessoas de quem mais gostamos, independentemente do tempo que as conhecemos. Por nosso coração estar aberto a elas, não usamos as mesmas defesas que para outros... Se não machucam, é porque não significam nada. Disseram-me isso uma vez, mas só entendi muito depois.

 

Outra coisa que aprendi, a duras penas, foi que revidar quando essas pessoas queridas nos machucam não vale a pena. De jeito nenhum. É clichê, mas nos machucamos de novo, pior ainda do que o outro fez.

 

Como não tenho a menor tendência ao masoquismo, a vida me ensinou outra coisa: que um abraço, desde que sincero, cura tudo isso. Muito mais que eficientemente.

-Saboreado por: mc às 16h27
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A pensão mudou de endereço

Aquele velho clichê... triste pelo amigo sair de perto, feliz porque ele conseguiu algo que queria muito. E não é tão longe assim! O Sérgio (aquele da “pensão”) está de mudança para Higienópolis. Segundo ele, um apartamento maior, numa rua bem bacana.

 

Bem... mais um pretexto para visitar mais um bairro do qual gosto muito!

-Saboreado por: mc às 13h29
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Falando em amigas, ontem revi uma que não via há anos, a Elisa. Mora no ES e está em São Paulo fazendo um estágio em uma importante clínica veterinária. Amiga praticamente irmã. Crescemos juntos, pois sempre freqüentei sua família, que me recebeu como um dos seus. Na hora do almoço, me fez uma belíssima surpresa: me pôs ao telefone para conversar com o irmão dela, um dos grandes amigos dessa vida, um irmão para mim também. Confesso que me emocionei, pois também não falava com ele há anos.

 

Ela queria conhecer o bairro japonês da Liberdade. Foi me encontrar em minha igreja, tomamos um café na Fnac e tome caminhada!

 

Estávamos no Nandemoya, um tradicional restaurante perto da Galvão Bueno onde sempre levo iniciantes na culinária oriental. Elisa nunca havia usado hashi (os palitinhos), mas precisei explicar somente uma vez. Parece que ela sempre usou! Sem deixar cair quase nada, foi até o fim em seu prato, como quase sempre, bem cheio. Tudo bem que ela é loirinha, mas tem, como eu, os olhos meio fechadinhos, o que sempre rendeu piadas pra nós dois. Deve ser daí a perícia! Algum japonês deve ter andado aprontando lá na Itália, terra de nossos antepassados (a família dela veio junto com a minha para o Brasil, no mesmo navio, segundo pesquisas que fiz).

 

Tá. Tudo muito gostoso, muito legal, um dia muito bacana. Mas ela, como sempre, aprontou das suas.

 

Quando fomos pagar a conta no Nandemoya, havia um Buda de madeira de todo tamanho em cima do balcão do caixa. Obeso, como quase sempre, dependendo da cultura. Observei algo sobre o barrigão da estatueta e me vem a Elisa:

-         Ih! Olha só! Igual àquela propaganda da Kaiser (em que um japonês põe a mão no peito de um lutador de sumô)!

E “tchuf”, a menina aperta o peito do Buda... no meio de uma cacetada de budistas! Percebendo a gafe, saiu rápido, de fininho. Mesmo com ela de costas, deu pra ver como estava vermelha. E eu? Colorido: roxo de vergonha, com um sorriso amarelo, esperando a moça do caixa, com cara feia, devolver meu cartão.

 

Não acabou...

 

Naquela ponte da Galvão, com um jardim japonês na cabeceira, havia uma banca de CD’s, DVD’s e games, digamos, alternativos.

Elisa - Isso é CD pirata?

Eu - Total!

Moça da banca, rosnando – O quêê!?!?

Puxei Elisa e nunca andei tão rápido. É lógico que rindo até explodir. Achei melhor dar mais uma voltinha e sumir de lá, ainda vivo.



-Saboreado por: mc às 09h25
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Da amizade entre sexos opostos

Essa agora... olha o que me mostraram, no blog da Rosana Hermann (ê, Rosana, até tu? ):

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Blog-Love!

Ah, que lindo. Há anos, tentei um romance inter urls, antes da era blog. Éramos Cacilda e Weberson, o primeiro namoro entre dois sites. (e Cacilda já tinha um ticker de notícias em 2000). Mas com os blogs, os casais acontecem de verdade. Você já sabe que a zeladora do queridoleitor.zip.net é casada com o ansiedade.zip.net
Mas muitos casais estão soltos por aí. Acabei de achar um caso que tem algo a ver com romance, pelo menos de uma das partes: o toomuchcoffee.zip.net tem uma queda forte pela lili prata.


 

Que outros casais de blogs você conhece?

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Tão vendo? O engraçado é que essa tensão sexual a la Harry & Sally só existe externamente, ou seja, fora de nossa amizade! Entre nós dois, tudo está muito bem resolvido quanto a sermos amigos. Mas ninguém acredita! Vocês já devem ter visto no bloga da menina que ela tá apaixonada, e não é por mim. Gosto demais dela, pelo menos ela diz o mesmo sobre mim, mas tudo como amigos. Grandes amigos, aliás. Parece que a conheço há anos e anos, pois nos sentimos muito à vontade um com o outro, numa boa. Nós dois saímos de relacionamentos parecidos há pouco tempo, o que gera uma certa maturidade para novas ligações. É diferente. Curto muito ela, mas ambos sabemos qual o nosso devido lugar.

Somos somente amigos, ué...

Mas, olhando de fora, é estranho mesmo.Não culpo ninguém. No cinema, dia desses, conversávamos sobre nós mesmos não acreditarmos (antes) em amizade entre homem e mulher. Agora acreditamos!



-Saboreado por: mc às 14h29
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Linda!

                   Ele folheava algo na revistaria da grande loja, ao lado da cafeteria, quando, ao levantar os olhos da coluna que uma amiga escreve mensalmente, viu algo que chamou sua atenção. Distraidamente, uma moça em seus vinte e poucos anos também folheava algo ao acaso. Linda. Mais linda ainda por ser uma gestante, uma das mais bonitas que ele já vira.

                   Ela usava um vestido simples, muito bonito, cor-de-rosa, mas não chamativo. Como esses tecidos leves tingidos, mas com cara de naturais, meio feira hippie, mas com certa sofisticação no corte, com bordados discretos. De alças finas e comprido até os pés, envoltos com uma sandália também artesanal, bem fresquinha, de acordo com o calor do dia. Lembrou-lhe um vestido que a mãe usara na gravidez da irmã, o mais bonito que ele vira até então, da mesma cor. Agora, outro tão lindo quanto.

Uma tatuagem de flor bem bonita, também discreta, nas costas, abaixo do ombro esquerdo. Cabelos lisos e compridos, castanhos e bem cuidados, presos num rabo-de-cavalo.

Já devia estar lá pelos cinco meses, dado o tamanho da barriga, que se pronunciava, mas sem quebrar a harmonia da linha do vestido. Linda no conjunto, sobretudo pela expressão tranqüila e despreocupada, bem-vinda nestes dias estressantes de cidade grande. Só de ver, deixava-o tranqüilo também.

Simplesmente linda, a ponto de a revista ficar esquecida nas mãos. Olhava-a protegido pelos óculos escuros, discretamente.

                  Dessas visões simples que Deus oferece sempre, de fazer o dia valer a pena. De fazer a vida, dela, dele, e também de quem ainda estava lá dentro daquela barriga, valer a pena.

-Saboreado por: mc às 13h33
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Lei de Murphy...

Após dois anos, achei que conseguiria ir a um dos festivais de cinema dos quais mais gosto, o de Fortaleza. Tudo ok: passagens, hospedagem, alimentação, tudo programado, entrevistas incríveis...

... e o festival acontecerá e-xa-ta-men-te nos mesmos dias de prova na faculdade...

Nem vou falar nada...



-Saboreado por: mc às 11h58
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Segundona

Engraçado... nosso amigo aí em cima não é chegado em segundas-feiras. Desde que comecei a fazer o que gosto de novo, não sofro mais da “Síndrome do Fantástico”, ou seja, aquela angústia que dá quando o sujeito ouve a musiquinha do programa dominical e nota que o final de semana foi pro vinagre. “Amanhã começa tudo de novo”.

 

Por mim, tudo ok! Tá bom que é legal descansar (coisa que não faço há milênios), mas eu gosto do que faço!

 

Olha só: acordei numa boa, bem-humorado após um final de semana muito bom. Pus um CD no som enquanto tomava meu banho. Enquanto me vestia, assisti a um pouquinho do Bom Dia Brasil na TV e do similar da Record, do qual me esqueci o nome. Vim a pé, como sempre, apreciando meu bairro.

 

Aqui na redação, tudo bem, com o serviço adiantado. Na faculdade, mãos à obra para o editorial do Em Foco (original, né? Acho que já vi umas 7 publicações com esse nome...), com as matérias dos alunos de Jornalismo, num trabalho interdisciplinar.

 

Chegando em casa, liguei a TV para sentir qual é a da nova programação do Canal 21, tão anunciada pelo próprio. Tava rolando justamente o show da Norah Jones que eu vivo namorando quando vou à Fnac, pois eles deixam o DVD rodando para a demonstração do home-theater! Fiquei no sofá, tomando uma sopinha de tomate com umas torradas, apreciando a guria num show muito bacana por sua simplicidade, apresentado em Nashville.

 

Fui dormir numa boa, sem ter que ler algo para pegar no sono.

 

Quem disse que a segunda-feira é um bicho de sete cabeças?

 



-Saboreado por: mc às 12h52
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Saldo do fim de semana

Praticamente não parei quieto neste fim de semana. Na faculdade, na sexta, a galera queria ir a algum lugar após a aula. Como não decidiam, fui pra casa mesmo. Sorte minha. Aterrissei na cama e dormi maravilhosamente, exatamente como eu precisava.

Sábado pela manhã, curso de linguagem de sinais para surdos na faculdade. Tou achando muito legal poder conversar melhor com eles. Sabem como é, o caminho para a inclusão social tem mão dupla.

De lá, fui entrevistar umas pessoas na Lapa, para um trabalho que nem é meu, só pra acompanhar a galera. Depois fiquei perambulando pelo Pátio Higienópolis. Ia pegar um cinema, mas desisti. Acabou que, à noite,  Lili e eu fomos assistir a Um Filme Falado, do português Manoel de Oliveira. Doideira total. Como eu precisava disso!

Domingo eu precisava dormir mais. Acordei às 6, mas voltei pra cama e só acordei novamente às 11. Dona Lili telefonou novamente e fui ajudá-la na mudança de apê. Depois, demos uma senhora volta por Pinheiros e a levei a um restaurante mexicano muito bacaninha aqui na Vila Madalena. Ela adorou os burritos, guacamole, chili... Foi muito engraçado nós dois caindo firme na pimenta braba! O legal é que eles não aceitavam cartões de débito ou crédito e fui ao banco em frente pegar grana. Eles só tinham notas de R$ 2! Ri muito, com aquele calhamaço de notas! E na hora de contar pra pagar? A guria ficava rindo da minha cara numa boa!

É o tipo de coisa que temos que fazer de vez em quando, pra recarregar as baterias.

Lili, você é uma amiga e tanto! Cada vez que saímos é melhor que a anterior.

Um final de semana simples e gostoso, não foi?

E tamos aí pra mais uma semana de labuta e estudo, graças a Deus!

-Saboreado por: mc às 09h19
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Cuidado, ele tem uma tesoura nas mãos!

Fui cortar o cabelo. Não sou homofóbico, mas acho engraçado o modo como o cara, assumidamente gay, conversa com o pessoal. No salão, ele me penteava pra cá, ajeitava pra lá, cortava ali... entre umas dicas de xampus e condicionadores, ele me explicava alguns desses mistérios de salões de beleza que os homens héteros nunca entenderão, a não ser o metrossexuais. O máximo que ele me convenceu a fazer até hoje foi uma hidratação a cada 30 dias. Fiz umas três... e a última foi em setembro passado... Deixe que ele ache que eu ainda faço... Repentinamente, ele me olhou pelo reflexo no espelho e disparou:

-          Por que vofê não fav luvef? Ficaria muito bom!

-          ???

-          Luvef!!

-          ???????????????

Um outro cabeleireiro careca de óculos traduziu para mim, rindo:

-          Luzes!

E eu, na mesma:

-          ??????????????????????????????????

Aí eles me levaram a outra sala, em que uma mulher fazia as tais luzes. Ela estava com uma touca de borracha que parecia uma camisinha gigante, com furinhos, pelos quais puxavam alguns fios de cabelo que eram descoloridos com um treco com cheiro de amoníaco (que devia ser, a propósito, amoníaco...). Mostraram-me fotos de sujeitos numa revista, com o efeito.

Após uns 15 minutos de argumentos:

-          E aí, Marcelo. Vamos fazer?

-          Mas nem que a vaca tussa...

 

No dia em que eu tiver paciência pra ficar sentado lá fazendo essas coisas, por favor, internem-me. Eu me cuido, visto-me relativamente bem, segundo as mulheres que conheço, não ando esculhambado e maltrapilho. Mas daí a ser metrossexual... isso já é assunto pra outro post.

 

 



-Saboreado por: mc às 14h41
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Volte sempre!

É interessante como interagimos com nosso bairro. Uma coisa boa que tem acontecido é eu fazer amizade com os funcionários e proprietários dos lugares que freqüento.

A Gi faz um dos melhores cafés do planeta e me dá um monte de dicas. Assim que você entra no Gi Café, sente-se parte do lugar. A Meire atende muito bem onde almoço e sabe encher o cozinheiro quanto ao ponto certo do meu bife. O Zé e seu irmão já sabem a quantidade certa do que comerei só de olhar pra mim, num barzinho na esquina de casa (odeio jogar comida fora... sacrilégio!). Na outra esquina, o pessoal também aprendeu o ponto certo do bifão tamanho família. O rapaz da água-de-coco do Pão de Açúcar já sabe o tempo certo de eu entrar no supermercado, comprar algo e sair na horinha em que ele acaba de encher a garrafinha de meio litro para viagem. Na padaria, a Clara já sabe o tipo do pão que aprecio. Na lavanderia a seco, descontos consideráveis e a roupa passadinha sem que cobrem por isso. Em um outro restaurante, não me cobram mais o serviço. Na cantina italiana, eu "criei" um jantar que não consta do cardápio, que eles sempre fazem para mim, também no ponto certo - é o "jantar do Marcelo". Conheço a maioria dos taxistas, a ponto de evitar os "espertos". Os porteiros do meu prédio me protegem da síndica e do zelador picareta. Na academia, deixam que eu entre antes do horário de abrir, pois sabem que não tenho o tempo que gostaria de ter para os exercícios. O Mozart, infelizmente, fechou o restaurante em frente à delegacia pelo alto aluguel... Era outro que sempre acertava o ponto da carne e chegava a ligar quando fazia algum prato especial que sabia que eu apreciava. O carinho dele e da Cristiane, sua mulher, fazia a comida ficar mais gostosa. Nunca precisei, graças a Deus, mas diziam que, embora não concedessem fiado a absolutamente ninguém, se eu precisasse, ok. Em muitos fechamentos de revista, em que o tempo é raro, já vieram trazer a comida para mim. Sinto falta deles.

 

Esse entrosamento faz o bairro, que já é gostoso, ficar melhor ainda!

 

Isso, sem contar os lugares que freqüento fora daqui. Ainda mantenho os relacionamentos, "comerciais" ou não, lá da Paulista, onde eu morava.

 

 



-Saboreado por: mc às 13h13
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Mais uma da Lili

Lili e eu conversando “generalidades”:

 

Lili – Quando eu era pequena, na escola, em todo recreio o lanche era Cheetos e refrigerante.

Eu – Eu me lembro de levar de vez em quando bolinhos Ana Maria.

Lili – Ué! Já existia bolo Ana Maria naquela época?

Eu - ...



-Saboreado por: mc às 16h53
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