Saboreando



Eu não era lá muito adepto do mundo virtual e nunca havia pensado em ter um blog, mas aqui está. Sou repórter e redator, trabalhei muito com cinema na imprensa, moro em São Paulo e adoro essa cidade. A vida urbana me atrai muito (sorte minha) e faço parte desse caos todo aqui, mas até que sou bem tranqüilo (já fui menos). Acredito que todo dia tem que ter pelo menos um momento, por menor que seja, especial. Pra isso, é necessário saber enxergá-lo no meio da correria de sempre.



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- Liliane Prata
- Taxitramas
- Camila Bianchi - Divagando
- Olivia de Perto (com sua bela voz)
- Daniele em Londres - vida nova (e mais que interessante) no Velho Mundo







De vez em quando, todos ficamos exauridos de nossas energias, física ou psicologicamente. Há pouco tempo, eu achei algo que não só “desintoxica”, como recarrega as baterias: na Fnac (uma livraria com filiais em vários países), tanto a da Av. Paulista quanto aqui na do meu bairro, todos os sábados e domingos há uma contadora de histórias. Tenho preferência pela Christiane, que conta as historietas na Paulista. Ela pega um dos livros recém-lançados e resume um pouco a narrativa, com um diferencial: a criança não é mera assistente, ela completa a história aos poucos, que toma rumos diferentes após as participações. E outra: é um ótimo “termômetro” para namoradas. Levei lá, não curte criança, babau! Se gosta, cresce uns dois milhões de pontos em meu conceito. Eu simplesmente me sento no  tapete, no meio da criançada, e sempre fui muito bem aceito por elas. Vocês não fazem idéia do quanto eu rio do que elas inventam nas historinhas!

 

Christiane - ...aí o Rei conseguiu o cavalo que ele tanto quis desde criança e deu o nome de... de... quem me dá um bom nome pro cavalinho?

Menino 1 – João Gabriel!

Risadaria total.

Christiane – Mas... por que João Gabriel?

Menino 1, com cara sem-vergonha – Ah... sei lá! Pensei agora!

E continua a Chris com o João Gabriel trotando pra lá e pra cá carregando o monarca pelo seu reino. Nisso, chega um outro garoto que fica em pé, olhando pra Chris de olhos meio arregalados.

Christiane - O reizinho perguntou ao João Gabriel se ele estava pesado...

Menino 2 - Ei! Mas por que você deu meu nome a um cavalo?

 

Era o irmão do garoto que “batizou” o cavalinho.... A Fnac veio abaixo!

-Saboreado por: mc às 11h17
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Sobre cópias e as voltas que o mundo dá

Não gosto muito de copiar, seja lá o que for. Acho que tudo começou com meu pai, não tenho certeza, mas sempre me lembro dele quando me deparo com este assunto. Ele é contra esse negócio de umas pessoas copiarem outras.

Certa vez, ainda criança, eu tentava desenhar, acho que um super-herói qualquer de uma revistinha, com ela à frente. Papai me interrompeu:

-          Por que você não inventa o seu herói, ao invés de copiar?

-          Mas eu quero desenhar este!

-          Então desenhe-o, mas do seu jeito! Deus nos deu inteligência pra usar e criar, copiar é legal e muita gente aprende a desenhar assim. Muita gente se baseia no que outro fez para criar algo, e fica muito bom! Música, filmes... e outros heróis de revistinhas. O Batman foi baseado no Zorro, sabia? Pense se as histórias dos dois não é bem parecida!

-          É?

-          Humhum! E você já reparou que gosta dos dois? Mas tente criar, sempre que possível. Não se limite a copiar.

 

Não por acaso, alguns de meus brinquedos prediletos eram uma cidade mexicana com direito a igrejinha, saloon e outros prédios, com o Zorro em disparada, em seu  corcel Tornado. Tinha o D. Diego De la Vega também, e um monte de bandoleiros com sombreros, o Garcia e muitos outros; e um Batmóvel daqueles antigos, da ridícula série do Adam West, que o Canal 21 reprisa hoje. O morcegão era o meu herói predileto na infância.

 

Se que a lição do papai me valeu. Até hoje tenho uma certa implicância com mensagens prontas e qualquer coisa simplesmente copiada.

 

Mas... “de onde o Marcelo tirou isso?”, você me pergunta. Bem... ontem recebi um soneto de Vinícius que me calou, fundo. Dizia respeito àquele assunto do post passado. Exatamente o que os entendedores do poetinha estão pensando: o Soneto da Separação.

 

Mas hoje, outra mensagem de alguém especial também pegou pesado, no bom sentido. Esse alguém disse que, ontem à noite, ao se lembrar de mim enquanto dirigia para casa após um dia cheio de trabalho, declamou esse trecho de Arnaldo Antunes em voz alta:

" O sol vai embora de noite
e volta quando a noite vai embora
e vai embora quando a noite volta
e dá a volta durante todo o dia
atrás da noite de ontem"
 

Valeu muito. Carinho recebido.



-Saboreado por: mc às 10h12
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Sobre a enquete da semana passada, a respeito de relacionamentos que começam pela net... eles podem começar, sim, de uma forma muito gostosa e saudável, permanecendo assim enquanto duram. Isso mesmo... enquanto duram... porque podem mesmo ter começo, meio e... fim.

O que resta é esperar que o outro seja feliz. De vez em quando, na vida, temos que abrir mão de algo muito valioso pra nós, por uma causa mais elevada. Dói, mas tem que valer a pena.

O mais curioso é como a gente pressente essas coisas, mesmo de longe, sem nem mesmo falar com a pessoa ao telefone. É uma sintonia estranha, mas presente, real.

Não nego que estou triste, mas também não posso negar que tenho uma vida para cuidar e levar adiante. Parece frieza, mas é assim que deve ser feito. Pelo menos, quero me convencer disto.

Desculpem-me se hoje o post é tão pessoal... volto ao “normal” em pouco tempo.

-Saboreado por: mc às 09h09
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E tome viagem!

Viajei de novo. Saí na sexta e cheguei a Sampa ontem, quase meia-noite. Foram muitas sensações diferentes e boas em três dias pela Rota 040, na serra do sul fluminense. Foi muito bom poder conhecer mais do meu próprio estado natal, a parte que eu menos conhecia, num famtour com 16 jornalistas do Rio e 4 de São Paulo, contando comigo. Gostei muito da galera toda. Além disso, outro ônibus com pessoas do ramo do turismo, numa excursão realizada pelo Sebrae (gente muito bacana, com quem fiz ótimas amizades). Partimos do Rio e rodamos bastante, voltando correndo para pegarmos o vôo pra cá ontem à noite. Vou tentar mostrar um pouco da viagem:

-          Fiz amizade com uma comissária de bordo;

-          Andei um pouquinho pela Cinelândia, pra matar a saudade, e comi a comidinha da minha terra;

-          Fiz queijo com as minhas próprias mãos (e comi depois, é claro! Delicioso!);

-          Participei de uma seresta ao redor da fogueira, tomando caldos variados ao som de Almir Sater, Renato Teixeira, Zé Ramalho...;

-          Dormi em pousadas maravilhosas e visitei outras;

-          Fiz amizade com uma fisioterapeuta;

-          Comi muuuuuuuuuuuito;

-          Dormi pouuuuuuuuco... rsrs!;

-          Quase não tomei café... esperava cafés diferentes, pela região já ter sido rica nisso;

-          Andei de trem, uma maria-fumaça, coisa que eu sempre quis fazer;

-          Assisti a uma peça de teatro muito bem realizada;

-       Conheci antigas fazendas;

(continua no post abaixo)



-Saboreado por: mc às 09h41
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 -         Fiz amizade com uma especialista em turismo;

-          Comi doces incríveis;

-          Tomei café-da-manhã numa fazenda linda, numa sede mal-assombrada... rsrsrs!;

-          Tive muitas surpresas e achei que estava sonhando, embora bem acordado;

-          Voltei à adolescência em alguns momentos (eu acho que sou doido mesmo);

-          Recebi um “boa-noite” muito diferente;

-          Fui servido por “escravos”, numa encenação que deixou a todos indignados, sentindo na pele conviver com gente tratada como animais ou bens. Muito bem realizada numa fazenda que já teve muitos escravos. Algo me diz que nunca me esquecerei dessa fazenda de loucuras;

-          Após anos e anos, estive em uma festa junina de verdade, muito linda;

-          Não consegui dançar, fiquei meio sem jeito;

-      Ri demais!

-      Passei muito frio!

-          Peguei um vôo lotado pra voltar. Um cara todo bem vestido, de terno alinhado.... ficou “limpando o salão” durante todo o vôo, além de coçando “as coisas”... Eu, hein!;

-          Esperei um século pela bagagem na esteira do aeroporto. Relembrei como é o caos de um aeroporto no domingo à noite...;

-          Deixei muita gente que tá lendo agora bastante curiosa. Rsrsrs! E ficarão assim.

-       Quero de novo! Quando é a próxima?



-Saboreado por: mc às 09h40
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O que você acha de namoros que começam pela net?

Eu sei que há um programinha pra fazer enquetes nos blogs, mas não tenho tempo pra ir atrás disso. Prefiro perguntar direto a vocês e ver uma resposta mais pessoal, ao invés de alternativas marcadas.

 

Não quero desanimar ninguém. Se animar, melhor. Mas... relacionamentos que começam pela internet dão certo? É uma tendência de nossa época e temos que abrir os olhos para isso. Antigamente, pessoas começavam relacionamentos por cartas (Lembram-se? A gente põe um papel num envelope, cola um selo...), anúncio em jornal ou coisa que o valha. Décadas depois, havia o tal do 145 pelo telefone (hoje há outras versões), em que você discava e entrava no que hoje conhecemos por sala de bate-papo. Mas falo de mais que um relacionamento meramente virtual, de algo que tenha ido para o plano físico.

 

Hoje é normal pessoas engatarem um relacionamento por sites de procura de pares, Orkut, chats e... blogs (heheheh)!

 

Conhece algum caso? Já aconteceu com você? Acha possível? Dê sua opinião!



-Saboreado por: mc às 08h14
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Pai e filho numa grande loja de departamentos, na já extinta seção de discos (alguém se lembra do LP?). O pai dando uma geral nas novidades e o filho procurando Paul McCartney, trilhas sonoras de filmes...

Pai, para a moça do balcão – Você tem aí o “Nós Vamos Invadir Sua Praia”, do Ultraje a Rigor?

A moça entrega o discão e o pai o enfia na cara do filho – Toma, é pra você!

Filho – Pra mim... como assim?

Pai – Pra você, ué!

Filho – O que eu vou fazer com isso? Quero esse negócio não!

Pai, com cara de reprovação, pra moça do balcão – Pô, não sabe nem ganhar presente, aí!

 

A propósito... o pai era o meu. E o filho é exatamente quem vocês estão pensando. Ele tava me usando pra comprar o tal disco pra ele, pra pôr no meio dos Paralamas, Engenheiros do Hawaii e similares dele...

 

Isso porque vocês não nos viram comprando roupas pra mim, o que já é outro caso pra outro post...

-Saboreado por: mc às 14h49
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Sempre fui acusado de ser muito sério. E parece mesmo, pois dizem que tenho cara de bravo. Mas quem me conhece bem sabe que não é isso. Acho que puxei ao meu pai. Desde pequeno, meus amigos me perguntavam: “Por que seu pai tá bravo?” Eu olhava pra ele... “Ué... ele não tá!” A gente, que o conhecia bem, sabia que o homem só estava sério, sem rir. Em compensação, é um dos maiores gozadores que já conheci.

 

Eu também sou assim, rio à toa e, depois que começo, é difícil parar. Também sou meio (bastante) palhaço, faço a galera rir. Ontem mesmo, aqui na redação, o Doug, amigão nosso, redator da parte em inglês de nossas publicações, trouxe a filha e 5 netas lindas dos EUA pra gente conhecer. No meio de todo mundo soltei uma das minhas e todos caíram na risada, até as menininhas que mal entendiam português.

 

Rir me ajuda muito a agüentar o dia-a-dia. Seriedade quando necessário, para as responsabilidades. A Lili diz que essa nossa “bobeira” (no bom sentido) é que nos mantém de pé, pois a vida, hoje em dia, é muito mais estressante do que era nas gerações anteriores.

 

Isso é muito bom! Ontem, conheci uma pessoa exatamente na hora em que ela recebia um e-mail de fim de namoro. Sensível quem mandou, né? Caramba... Dei apoio, claro. Só que, sem que nós dois percebêssemos, uns dez minutos depois ela me veio com essa: “Faz dez minutos que levei um fora e estou aqui, rindo até agora das coisas que você me diz! Como pode isso?”

 

Eu sei lá, guria... mas sei que valeu a pena.



-Saboreado por: mc às 08h47
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Inventando defeitos

-          Que tal você pôr aquele biquíni novo pra irmos à praia?

-          Hmm... acho melhor não...

-          Por que? O dia tá lindo e a praia nem tá lotada! Olha lá, tudo limpinho!

-          Não... vamos, mas não vou usar o biquíni. Se usar, fico de canga...

-          Qualé o problema? Você tava tão animada antes de sair de São Paulo!

-          Nada não...

-          Ih... quando mulher fala a palavra “nada”, tem tanta coisa por trás disso! Diz logo, vai!

-          É uma celulitezinha...

-          Onde?

-          Aqui atrás, ó.

-          Deixe-me ver...

-          Não! Nem a pau!

-          ?????????????????????? Ma que... até parece que nunca te vi antes sem roupa!

-       É, mas não tinha “isso” aí pra estragar o meu dia.

(continua no post abaixo. Gente... como eu odeio ter que fazer isso!)



-Saboreado por: mc às 07h48
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Tive uns dois anos pra achar a tal da celulite. E n-a-d-a! Nadica de nada. Bumbum mais liso que o de neném. Aí me vêm sempre as seguintes perguntas:

 

  1. Por que as mulheres vivem achando defeitos em seu corpo, que não existem? 

2. Por que elas acham que, por algum motivo, nós deixaremos de gostar delas se realmente algum defeito desses existir? Mulher é gente, e gente tem imperfeições. Gente normal, pelo menos. Nunca vi amigos meus deixarem de gostar de suas namoradas por causa de culote, cabelo assim ou assado, uma espinha sei lá onde... A gente quer o conjunto, a pessoa completa...



-Saboreado por: mc às 07h46
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Como disse antes, estou vindo de Brasília, onde estive por 5 dias. Correu tudo bem lá, rodei bastante, comi em restaurantes muito diferentes e fui atrás do que muitos não conhecem: o lado humano da cidade. Tive gratas surpresas.

 

Uma foi a miríade de origens de seus habitantes. Como a cidade tem apenas 45 anos, os brasilienses natos ainda não são maioria. Gente de todos os estados brasileiros e de diversos países. Nem preciso dizer que me senti em casa.

 

Eu mesmo já morei em mais de 20 casas diferentes, até onde me lembro. Vivi em 4 estados (RJ, ES, SP e PR) e em 6 cidades. Estudei em mais de 15 escolas e em 3 faculdades diferentes até agora. Quanto ao sotaque, é engraçado. Há quem veja algo de mineiro (eu não vejo). Os capixabas têm algo parecido com um carioca “mineirado”. Aqui em São Paulo, onde consegui morar por 10 anos, perguntam todo santo dia se sou carioca. No Rio, vêm me dizer que estou com um pouco de paulista (tb não acho, “meu”). Lá em Brasília, ninguém pergunta nada, eles são uma mistureba louca, em todos os sentidos. Mas nasci no Rio mesmo, se é que isso influencia algo hoje, com esse monte de lugares em que vivi.

 

Sei que essa mudação toda me deu algo de bom, pois me adapto facilmente a muitos lugares, por maiores que sejam. E volto sempre pra minha Sampa, com saudades de casa. Gosto do lugar em que moro, mas é sempre bom dar uma fugidinha pra respirar um ar diferente. Provar a gastronomia desses lugares também é ótimo, e trazer algo dela pra casa também, os macetes das receitas e ingredientes que eu não conhecia.

 

De Brasília, guardo o ter sido muitíssimo bem recebido (pela D. Lúcia Flecha de Lima e sua equipe super legal: as duas Elianas, o Leo, o Ney, a Jucimar, a Paula, o Laudelino e o Alessandro), o lago Paranoá e a vontade de voltar daqui a um tempinho. Ainda há espaço pra muitas lembranças de muitos outros lugares.

 

Na verdade, escrevi isso num intervalo pequeníssimo de alguns minutinhos, pra descansar a cabeça, pois tenho 3 trabalhos da faculdade pra entregar e uma supermatéria sobre Brasília, que tá rolando, mas dei um tempinho (descansar carregando pedra... eu vivo de escrever... engraçado isso).

 

Abração, e volto aos meus textos “normais” assim que me desenrolar.

-Saboreado por: mc às 17h21
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Tou de volta

Bem... após uns dias na capital federal no meio do caldeirão do Mensalão, tou de volta. Aquilo lá tá e polvorosa! Acabei de chegar do aeroporto. Tou meio sem tempo essa semana, mil compromissos mas verei se consgo postar amanhã como de costume. O pessoal de Brasília me recebeu muitíssimo bem, gostei pra caramba deles! A gente se fala. Até!

-Saboreado por: mc às 17h15
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Não costumo postar aqui aos sábados, domingos e feriados. Mas, assim que consertar meu computador de casa, pretendo mudar isso. O coitado tá lá, inoperante graças a um cretino dum vírus qualquer. Estarei em trânsito de amanhã até terça, em Brasília, para uma matéria sobre a cidade. Terei que percorrer tudo o que puder. Alguém se habilita a me ciceronear? Rsrs!

Portanto, volto na quarta-feira que vem para o blog, falou?

P.S.: Gostei do link que a Flá, do blog colchasderetalhos.zip.net, pôs lá: "O moço do blog sensível". Rsrsrs!



-Saboreado por: mc às 10h17
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Cheguei ao meu cantinho predileto em Pinheiros, o Gi Café:

-          Ô Gi, quero tomar algo diferente hoje. O que você sugere?

-          Hmmm... peraí... Deixe-me pensar... Você já tomou o cappuccino gelado duas vezes este mês, todos os aromáticos, etc, etc e etc...

-          É... mas quero algo bem diferente hoje (disse isso, pensando numa coisa bem extravagante, estrambótica e imprevisível).

-          Que tal um chocolate gelado?

-          ????? Chocolate gelado? Mas é tão...

-          Comum? Pois é, mas o meu você ainda não experimentou. Cremoso como o cappuccino de que você gosta.

-          Tá. Tô nessa!

Cara... tava boooom! Nem de açúcar precisou, pra não tirar o gostinho original. Às vezes a gente fica pensando em realizar ou experimentar as coisas mais escalafobéticas e inimagináveis, enquanto tem coisas que, de tão simples e corriqueiras, são deliciosas!

-Saboreado por: mc às 10h13
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César, 19 anos, é cadeirante. Eu nunca havia convivido com um antes. Aprendo, todos os dias, a etiqueta básica ao conversar com quem usa cadeira de rodas, o que ele me ensina de bom grado e de forma divertida. Em pouco tempo, já se tornou um amigo.

 

Aline, 23, surda. Uma graça de pessoa e uma das melhores alunas do segundo semestre de administração, pelo que eu soube. Entrei no curso de libras (linguagem de sinais) e ela acabou me ensinando muito mais que o curso, que já era muito bom. Sempre que estou por perto, ela faz questão que eu assista a suas conversas, sempre me ensinando novos sinais que, enquanto não repito corretamente, ela não sossega.

 

Dudu, 35, tem somente 5% da visão e sabe que terá menos que isso nos próximos anos. Teve glaucoma congênito e foi perdendo a visão aos poucos, mesmo sob os cuidados dos melhores médicos do planeta. Curte quase tudo o que eu curto e nossas conversas e assuntos não têm fim. Ficou de me ensinar a apreciar novas facetas da boa música, assunto do qual ele entende à beça. Tá no sangue.

 

Gilson, não sei a idade, tem uma síndrome tão complicada que nem mesmo me lembro do nome, que atinge principalmente o fígado. Anda devagar, treme, fala com dificuldade. Passou por um transplante de fígado e, ao que parece, está respondendo muito bem ao tratamento.

 

O que estas pessoas têm em comum? São gente do meu convívio, que têm me ensinado algumas das coisas mais interessantes e bacanas que tenho aprendido. A força de todos eles sempre me chamou a atenção. Aprendo a ver o mundo com visões diferentes da minha e isso tem sido bárbaro. César conhece mais da metade da faculdade e entrou somente neste semestre. Aline está sempre sorrindo e recebe todo mundo com muita paciência, conquistando todo mundo com sua simpatia estampada nos olhos clarinhos. Dudu tem muitas passagens na vida parecidas com algumas minhas, conversamos muito e o cara está sempre trabalhando. Gilson me chama a atenção, sobretudo, pela fé que, se não remove uma montanha, é do tamanho de uma.

 

Minha parte? Mostrar a minha visão das coisas, como eles fazem comigo. Assim, fazemos efetivamente parte da mesma sociedade. Nunca os trato com aquela piedade que alguns ditos normais usam para conversar com quem tem algum problema ou, vá lá... deficiência. Não gosto muito desta palavra... sugere limitação, e eles não são nada limitados, pois fizeram questão de tomar parte na vida que os cerca.

 

Agora percebo que tenho muita sorte de poder conviver com eles.



-Saboreado por: mc às 08h50
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Uma garota no ônibus da faculdade me falou do blog e começamos a conversar sobre aquelas coisas que escrevi sobre as vantagens em ser casado ou solteiro. Ela, de origem asiática (há “poucas” em São Paulo, né...), me disse ser uma pessoa rancorosa, que fica dias e dias matutando coisas ruins pelas quais passa, mesmo as mais bobas, e que, lendo o blog, começou a procurar as coisas boas em seu dia, que antes passavam despercebidas. Ela foi direto ao objetivo do blog, que é fazer as pessoas pensarem examente nisso (além de eu exercitar, quase diariamente, minha escrita mais informal, não profissional).

 

Ela me fez pensar em algo que não me lembro se comentei aqui ou não. Há vários modos de, às vezes, fazermos o dia de alguém legal. Com isso, o nosso acaba ficando também. 24 horas são muito tempo, muito mesmo, para não ter um momento especial, um minutinho que seja.

 

Algo bonito que você vê  na rua indo pro trabalho e que te alegra – mas você tem que observar, notar, perceber – e te faz sorrir. Um telefonema rápido ou um e-mail, ou mensagem no celular, só pra dizer o quanto gosta de alguém. Um presentinho. Um presentão, daqueles que recebemos poucos durante a vida. Uma flor, uma comida gostosa, um bombom comprado no bar da esquina, que seja. Pode não parecer, nessa vida urbana maluca que temos, mas um “bom dia” dito sinceramente e com um sorriso pode fazer o dia ser realmente bom. Uma massagem no companheiro ou companheira que chega em casa cansado (a) tem efeito prolongado até a manhã seguinte. Às vezes, uma simples saladinha que você faz com carinho arranca um sorriso até do mais carrancudo, no dia mais chato.

 

Todo mundo tem direito a ficar mal-humorado, mas não precisa ser o tempo todo, não é?

 

Sei que corro sério risco de parecer piegas com isso aí acima, mas essas coisas já funcionaram comigo maravilhosamente, fazendo dias comuns (e até ruins) serem especiais. Pelo menos inesquecíveis alguns se tornaram. Cada dia em que você consegue levantar da cama tem que valer a pena. De vez em quando, todos conseguimos, ainda que não sejamos perfeitos.

 

Lembrem-se... 24 horas são muito, muito tempo, embora pareçam pouco.

-Saboreado por: mc às 09h12
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Esta é minha versão mangá, conforme disse uma amiga, a Elis, que é louca por tudo que diz respeito ao Japão, além de louca de verdade. O pior é que eu estava com o cabelo exatamente assim na época em que ela mostrou isso pra classe da faculdade e eu tive que ficar quietinho... Dancei legal.



-Saboreado por: mc às 14h04
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Obrigadão, gente!

Oi! Agradeço ao Uol pela indicação, a vocês que entraram no blog e mais ainda aos que deixaram comentários. Acho que ler os comentários e, na medida do possível, respondê-los, é ainda mais divertido que postar. Ri muito lendo alguns! Vou responder aos que chegaram no final de semana (normalmente não posto nos fds) e depois verei o que faço quanto a um novo post.

 

Um abração, de coração!



-Saboreado por: mc às 10h05
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Das vantagens e desvantagens de morar sozinho

Eu estava comentando com duas amigas sobre a vida de quem mora sozinho. Já morei com alguém por um bom tempo, e percebo, hoje, que estou reaprendendo a ser solteiro. É estranho, mas estou me lembrando aos poucos. Tou mobiliando o apê aos poucos. Daqui a pouco vai ficar até parecendo que mora gente lá!

 

Aí me vieram à cabeça algumas vantagens de ser um “home alone”:

 

-          “Assaltar” a geladeira de madrugada e ver que ninguém afanou seu iogurte;

-          Sair de manhã tomando Yakult no elevador sem ninguém olhando feio;

-          No dia em que tá a fim de dar uma arrumada na casa, arruma do chão ao teto. No dia em que não tá a fim, não lava sequer um copo! E ninguém reclama! Mas no dia seguinte eu lavo... Não dá pra ficar muito tempo!

-          Andar pelado pela casa, tipo sair do chuveiro pra atender ao telefone! Vai dizer que ninguém faz isso!? Outro dia mesmo eu saí do banho, atendi o fone e fiquei de blábláblá uns 10 minutos. Esquecendo-me de minha condição, fui me preparar para dormir. Lembrei-me de que o edredom estava na porta de cima do guarda-roupa e subi na cama. Só que a janela tava aberta... e descobri que o apartamento do prédio ao lado, que estava desabitado, não estava mais... tinha uma mulher numa mesa com um laptop... que não tava olhando pro laptop... é que coisas balançando chamam mais a atenção das pessoas... ZUP! Abaixei rapidinho e fui, agachado, fechar a janela devagarinho... até hoje a vizinha me olha com um sorriso esquisito, com cara de Hannibal Lecter...

 

(continua nos posts abaixo, o Uol não me dá outra escolha...)



-Saboreado por: mc às 09h44
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-          Acender a luz de madrugada pra ler, ou ligar o som, sem ninguém reclamar;

-          Fazer “miojo ao chef”, sem ninguém matraqueando pra vc comer direito. Depois, comer direito mesmo, pq miojo não mata a fome, é quebra-galho...

-          Comer pizza de calabreza amanhecida, gelada e com café com leite (as mulheres dirão “argh” e todos os homens do planeta salivarão. Até Clark Kent gosta, e ele não é desse planeta!);

-          Ir de madrugada ao café 24h e voltar pra cama;

-          Deixar a TV programada pra ligar na hora do Smallville sem ninguém mudar a programação na sua ausência;

-          Falando em TV, não ter que brigar pelo controle remoto;

-          Comer na panela mesmo, quando dá vontade;

-          Dormir atravessado na cama;

-          Ninguém mudar seu papel de parede do computador sem te avisar;

-          Pegar manias e ficar meio Jack Nicholson em Melhor é Impossível (Deus me livre, isso eu não peguei!);

-       Não ter que disputar com irmãos quem tomará banho primeiro.

 

(continua no post abaixo)



-Saboreado por: mc às 09h43
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Pensando bem, a vida de casado tem coisas legais como:

 

-          Quando for dormir, sua última visão do dia é quem vc ama;

-          Quando acorda, a primeira visão também é quem vc ama;

-          Acordar mais cedo, sem fazer barulho, ir correndo à padaria comprar carolinas, pão de queijo quentinho, suco fresquinho, uma passada rápida na floricultura (ou um assalto ao jardim do prédio, já que a síndica rabugenta ainda tá dormindo) e servir café na cama de surpresa, par fazer seu amor acordar sorrindo, sabendo que foi tudo feito pra ela;

-          Tomar banho juntos, conversando e fazendo carinho;

-          Fazer a comida gostosa que ela escolher;

-          Criar receitas e temperos só pra ela, que ela adora, é claro;

-          Esperar ela dar a primeira garfada pra dizer se está gostoso;

-          Realmente estar gostoso;

 

(continua no post abaixo)



-Saboreado por: mc às 09h41
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-          Nunca dar um presente, por mais simples, da mesma forma que o anterior. Às vezes, a forma de se fazer a surpresa é superior ao próprio presente! Criatividade, ué!

-          Falando em presentes, não precisa ser uma data especial para dá-los. Às vezes, eles é que fazem o dia ser especial, além de uma surpresa gostosa;

-          Não ser meloso, açucarado, pegajoso, mas deixar claro que está ao lado dela pro que der e vier (nunca faltando carinho);

-          Dar colo;

-          Receber colo;

-          Ligar rapidinho de surpresa só par dizer que tá com saudade;

-          Comer fondue juntinhos na mesa de centro ouvindo boa música;

-          Realizar as fantasias dela (e outras com as quais ela não contava);

-          Pensar a mesma coisa ao mesmo tempo, mesmo estando longe;

-          Não resistir ao ver uma peça de roupa que combina com ela na vitrine e levar;

 

(continua no post abaixo)



-Saboreado por: mc às 09h41
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