Saboreando



Eu não era lá muito adepto do mundo virtual e nunca havia pensado em ter um blog, mas aqui está. Sou repórter e redator, trabalhei muito com cinema na imprensa, moro em São Paulo e adoro essa cidade. A vida urbana me atrai muito (sorte minha) e faço parte desse caos todo aqui, mas até que sou bem tranqüilo (já fui menos). Acredito que todo dia tem que ter pelo menos um momento, por menor que seja, especial. Pra isso, é necessário saber enxergá-lo no meio da correria de sempre.



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- Liliane Prata
- Taxitramas
- Camila Bianchi - Divagando
- Olivia de Perto (com sua bela voz)
- Daniele em Londres - vida nova (e mais que interessante) no Velho Mundo







Pra quem notou a ausência

Estou em férias! Viajando, sem hora pra nada. Voltarei lá pelo início de agosto. Até lá! (pode ser que eu faça algum post por aí... veremos).

-Saboreado por: mc às 18h26
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Já cantaram pra vc?

Hmmm... vocês já tiveram a sensação gostosa de alguém cantar pra vocês antes? Dia desses, uma moça muito interessante estava rouca, quase sem voz... mas fez um senhor esforço pra não tossir. Cantou afinadíssima, do início ao fim, pra mim. Era como um "boa noite" antes de eu ir dormir. O melhor de tudo? A música era de autoria dela.

 

Realmente, por mais que brinquemos com uma certa expressão muito usada em uma propaganda de cartão de crédito, tem coisas nessa vida que simplesmente não têm preço...

-Saboreado por: mc às 09h27
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À amiga que parte... feliz!

O jovem repórter saía de uma entrevista a um famoso qualquer, quando se viu chegando à Avenida Paulista. Eis que vira a esquina uma moça que lhe chama a atenção. Bonita, porte elegante, vestindo uma dólmã branca da Universidade Anhembi-Morumbi. “Será que faz gastronomia lá?”, se perguntou em pensamento. Quando ela se vira, ele vê o nome da moça no lado esquerdo do jaleco branco.

 

Ela continua, aparentemente concentrada, pensando em algo. Quando ele é que está para virar a esquina para a Paulista, pára de repente. “Será ela? A autora daquele blog sobre gastronomia cujo link eu pus no meu blog?” Pensou em chegar à moça. Caso realmente fosse a blogueira em questão, dar-lhe os parabéns. A timidez falou mais alto e continuou o caminho. Coincidentemente, pensava mesmo em comida, em algum lugar legal dos muitos que o local oferecia. Mas a timidez não falou tão alto assim. No dia seguinte, foi ao tal blog, pegou o e-mail e arriscou, perguntando se era ela mesmo. Bastante simpática, a moça confirmou. Modestamente, só argumentou que não era tão bonita quanto o moço descrevera no e-mail. Ele, sorrindo ao ler, discordou.

 

Com o passar dos dias, trocaram mais e-mails. Ela passou no blog do rapaz, que falava das pequenas situações bacanas do dia-a-dia. A moça citou que dali nascia uma bonita amizade. Desta vez ele, sorrindo, concordou.

 

E nasceu mesmo. Uma amizade meio que virtual, discreta, gostosa, em que descobriram gostos em comum e uma certa coincidência de caminhos passados, presentes e futuros. Ela, no final do ano, mudaria para a Itália por ter recebido uma proposta irrecusável. Mas havia tempo para curtirem a amizade recém conquistada. Como o rapaz não tinha lá muita paciência com o mundo virtual do século XXI, resolveu que era hora de saírem juntos, darem uma volta, falar da vida, falar a sério, falar besteira, rir um pouco... e, obviamente, comerem algo bem gostoso. Não que ele não curtisse os e-mails dela pela manhã, ao bebericar um café e começar o trabalho.

 

Numa noite sem aula, férias da faculdade, o celular dá sinal de mensagem escrita. Era ela, com uma notícia muito, muito boa! Recebeu uma proposta, também irrecusável, de chefiar um restaurante em outra capital do país, próxima à terra natal e da família dela. Compartilhava feliz com o amigo a notícia. Ele ligou em seguida, para dar os parabéns. Mas foi surpreendido por um misto de sentimentos. Muito feliz pela ótima notícia de algo que a moça já perseguia por anos, empenhando-se de maneira fora do comum. Ele estava feliz mesmo por isso! Mas, ao ouvi-la ao telefone, foi tomado por uma saudade repentina... Já não teria tanto tempo para vê-la, como previra. Ela deve ter percebido, inteligente e sensível como era. Mas ele ficou sem jeito com aquilo... Uma boa amiga, embora recente,  partiria em poucos dias.

 

Em todo caso, ficou feliz por ela, pela vida ter sorrido para a amiga. E que seja, de fato, muito feliz nesta viagem, que será pequena e curta perto da outra que virá com o novo ano.

 

Com o tempo, pode se esquecer do amigo, o que é normal e compreensível. Mas ele sempre se lembrará de ter sido lembrado para partilhar de um momento tão bom e importante para ela. É que normalmente os amigos o procuram quando estão com problemas, à procura de colo e ombro... Não que ele não goste, mas gostou mais de o motivo ser feliz. E ficou feliz também.

 

À amiga querida, uma ótima viagem. E que sua simples passagem pela rua, de dólmã branco, desperte em outros as sensações gostosas que despertaram no jornalista que saía de uma entrevista a um famoso qualquer, procurando o que comer na Paulista...

-Saboreado por: mc às 15h53
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Almoço mais que inspirador

Pois é... fiz um post sem graça aí embaixo só pela grande ausência de mais de uma semana no blog, e pela absoluta falta de inspiração.

 

Mas aí fui almoçar.

 

Pra ser sincero, não queria comer no Pandora hoje... Estava me sentindo meio cansado da comida deles, embora eu adore o lugar e o pessoal. Não entendam errado, eu ADORO a comida de lá, mas sabe quando você come sempre em um lugar e o tempero acaba perdendo um pouco da graça, embora seja ótimo? Eu pensava nisso, mas resolvi ir assim mesmo. Precisava ir lá, após uma semana bem carregada de trabalho (graças a Deus).

 

Acabou que, felizmente, me surpreendi muito!!!

 

Na dúvida sobre o que pedir, quis arriscar um dos poucos pratos que ainda não provei. O centro das atenções nele eram filés de atum, que pedi crus. Mas a Susana, dona do lugar, sugeriu uma breve passadinha, o que aceitei.

 

Bem... e vieram: os filés levemente grelhados, brotos de feijão passados no shoyu, um esplêndido arroz com shiitake que eu adoro, brócolis e uma pimenta de um verde bem escuro, enfeitando e temperando, inteira, ao lado. Umas gotas de limão e azeite cheiroso e fiquei deliciosamente surpreso, e satisfeito por ter ido lá e passado por cima da minha má vontade.

 

Viram a diferença de um lugar em que você é bem atendido?

 

Mas não acaba aí.

 

Inventei um suco meio doido, e a Su topou a brincadeira. Laranja, limão, pouquíssimo açúcar e... umas folhinhas de manjericão! Isso mesmo, manjericão, não hortelã ou coisa que o valha. Não é que ficou muito bacana, com o toque bem leve que o manjericão deu?

 

Depois, lendo uma revista bem legal, veio o café deles, que pra mim é muito especial, acompanhado pelos bolinhos de canela e de cenoura. Ainda havia muito do suco no copo, e dei uma bebericada nele, logo depois tomando um golinho do café com mascavo (que o outro dono, o Márcio, gosta de ver misturados). Não é que a união dos elementos do suco, mais o café e o suave açúcar, causaram uma sensação bem diferente na boca? Houve mesmo um impulso de misturar as bebidas, mas mantive o lance de um gole no suco, outro no café. Poucas vezes pude saborear algo de uma forma tão interessante!

 

E aí? Um almoço desses inspira qualquer um, não?

 

Quer mais? Tem. Na hora de pagar, necas. No Pandora, a cada 10 refeições, você ganha uma. Eu não tinha visto, mas meu cartão estava completo. O almoço já foi um espetáculo, e ainda por cima de graça?

 

Jeito gostoso de encerrar uma semanazinha bem lascada!

-Saboreado por: mc às 13h05
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Das coisinhas que odeio

Sei que isso aqui não é um diário, mas sem tempo e sem inspiração, ontem me veio a idéia de escrever sobre coisas... que eu ODEIO!

 

Lugares muito cheios de gente e barulhentos; Frio; Cigarro (e gente com cheiro de cigarro); Congestionamento (daqueles de ficar absolutamente parado, porque se estiver andando, mesmo devagar, tá bom); Ser mal atendido; Gente mal-educada;

Mau gosto (breguices & afins); Música alta; Cremes, perfumes e frescuras demais;

Gente egocêntrica; Gente que fala alto; Palavrão (tem hora e lugar, se não der pra evitar soltar um); Gente conversando no cinema (até porrada já rolou);

Gente que conversa alto no ônibus ou metrô como se o resto do planeta estivesse interessado em seu assunto; Taxistas e motoboys que acham que têm mais direito que os outros motoristas, só porque ficam mais tempo na rua; Canais de TV com comerciais e narrações em espanhol (eu não me lembrava de morar na Bolívia ou na Venezuela... pra mim, era no Brasil e falávamos português). É o tal estereótipo latino...; Baixaria em geral; Carne bem passada (bovina, pq suína e de aves têm que ser bem passadas mesmo); Comida mal feita; Sujeira na rua; Militantes de qualquer tipo (daqueles que preferem a militância e na verdade não ligam tanto pro motivo da luta); Computador...; Futebol; Vídeo-games; Ler manuais; Matemática; Gente mau caráter que se finge de boazinha; Aborrescentes (tem gente legal com pouca idade, felizmente); Teorias vazias, totalmente diferentes da prática (tipo aulas de encher lingüiça na faculdade); Reality Shows de qualquer tipo; Atrasar pagamentos de contas; Ter que partir um post por causa da limitação imposta pelo provedor; BUROCRACIA...; Fanatismo religioso (principalmente o disfarçado); O Lula e sua corja...

-Saboreado por: mc às 09h29
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